A balança comercial brasileira registrou um superávit no primeiro semestre de 24,8% maior que no mesmo período do ano passado. O saldo entre exportações e importações foi de US$ 13,9 bilhões.
O resultado- positivo do ponto de vista das contas externas- é fruto de dois cenários adversos: a queda do comércio internacional, que reduziu as exportações; e a retração da economia brasileira, que diminuiu as importações. Isso significa que as empresas que atuam no comércio exterior tiveram piora nos seus negócios, em contrapartida, o comércio interno fortalecido pela queda de juros do governo, que facilitou o crédito, fomentou o mercado brasileiro, exemplo disso foram às vendas de veículos novos, que chegou a marca de quase 300 mil automóveis vendidos em junho. Esse setor foi um dos que mais contratou pessoas nos últimos meses.
O fluxo do comércio caiu 25,3% nos seis primeiros meses do ano. A corrente de fluxo ou fluxo de comércio mostra um retrato mais fiel da realidade do comércio exterior brasileiro porque soma as exportações e as importações. No primeiro trimestre, as vendas do exterior caíram 22,25%, e as importações 28,9%.
No mês passado o movimento foi o mesmo. Com queda de 38% nas importações e de 22,2% nas exportações, o saldo comercial em junho foi de US$ 4,6 bilhões, o melhor resultado mensal desde dezembro de 2006.
O secretário de Comércio Exterior, Welber Barral, justificou que os números são comparações de um ano de crise com o melhor ano da história da balança comercial brasileira. "2008 foi um ano para deixar saudades", afirmou
João Alexandre Hugen
fonte: Folha de SP
segunda-feira, 6 de julho de 2009
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